Com Dilma ou Aécio, só a luta pode melhorar a vida dos trabalhadores!

Após mais uma longa e desgastante jornada, os trabalhadores da Dataprev aprovaram, na maioria dos estados, uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) que, se não representa um ganho real nos salários – o reajuste linear de 7,05% apenas repõe a inflação acumulada no período maio/2013 a abril/2014, segundo o ICV-Dieese – ao menos impede que haja mais perdas econômicas e sociais. Importante frisar que essas perdas só foram evitadas porque, em várias unidades, houve forte mobilização, só possível porque a categoria não se deixou manobrar pelas necessidades impostas a alguns sindicatos pelo calendário eleitoral.

O que não dá para tapar os olhos é para o papel desmobilizador a que se prestaram diversos setores do movimento sindical para, supostamente, garantir a governabilidade no período Lula-Dilma. O largo uso do expediente da coerção, por uma maioria de gabinete, via Pacto Federativo, por exemplo, demonstra essa indisposição para a construção coletiva e para deixar tudo como está. Não dá para esquecer, ainda, alguns ganhos, sim, mas também as agressões e opressões sofridas pelo nosso funcionalismo, nesta era em tese mais progressista: demissões, ausência de diálogo, descontos e punições nas greves, Polícia Federal convocada para intimidar trabalhadores na porta da empresa, lobby junto aos tribunais para impedir avanços e cercear o direito de greve, tentativa de retirada de conquistas históricas e por aí vai.

Por outro lado, se a gestão Rodrigo Assumpção trouxe estabilidade empresarial para a Dataprev, entrou negativamente para a história da empresa, em termos de relacionamento com as entidades de representação e de truculência e desrespeito para com os trabalhadores.
Ou seja: as eleições, por si só, não mudarão, para melhor, as condições de vida da população. O perfil do Congresso eleito em 5 de outubro, ainda mais reacionário e elitista, demonstra claramente que virão anos de chumbo grosso para cima dos trabalhadores! Quem for eleito será refém desse Congresso, em prol da chamada “governabilidade”. Mas essa mensagem não se dá em tom pessimista, não. A Aned confia plenamente na força da luta e da organização dos trabalhadores. Queremos conclamar os trabalhadores para a permanência e ampliação da luta por melhores condições de vida. Queremos, inclusive, que aqueles que seguiram por um caminho de distanciamento com as bases e demandas dos trabalhadores, façam uma reflexão de seus erros e que possamos caminhar, sempre que possível, juntos nessa luta, respeitadas as diferenças de pensamento e organização.

É, portanto, com espírito de luta e amor à causa dos trabalhadores que desejamos aos dataprevianos que façam a melhor escolha possível, de acordo com suas próprias consciências, neste domingo, 26 de outubro. Ganhe quem ganhar, a vitória só será nossa se mudarmos a correlação de forças, se nos aliarmos às lutas de outras categorias combativas, se nos mantivermos sempre presentes e participativos em nossos ambientes de trabalho.

Com Dilma ou Aécio no poder, nós da Aned estaremos firmes, na defesa do que já conquistamos, e por mais avanços para a classe trabalhadora.


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