Aned cobra explicações da Dataprev sobre gastos aparentemente injustificáveis

A diretoria da Aned enviou ofício à direção da Dataprev, em 21 de janeiro último, solicitando explicações acerca de situações que nos causaram, para dizer o mínimo, um certo estranhamento, ainda mais pelo momento que estamos vivendo.


Em tempos de crise, em que se alardeia a necessidade de economia dos gastos públicos, precisamos estar ainda mais atentos que de costume para que essa conta não seja cobrada única e exclusivamente da camada menos favorecida das empresas públicas – seus trabalhadores de carreira, sem funções de confiança. Essas
nomeações também precisam ser usadas com parcimônia, sempre. Ao longo da história da Dataprev, porém, diversas diretorias, em vários governos, usaram e abusaram dessa possibilidade para acomodar aliados, agradar a grupos de poder dentro da própria empresa, gerar divisão entre os funcionários etc.

E quem paga a conta? A sociedade e nós trabalhadores, onde uma grande parte de nossos espremidos salários são destinados ao plano de saúde e previdência complementar, em uma inflação crescente, e durante as negociações salariais o discurso dá empresa vem sendo o mesmo: que não tem recursos e/ou a SEST não aprova reajuste com ganho real.

Os fatos abrangidos no ofício supracitado constam nas publicações CS/PR/111 e CS/PR/112 de 11 de dezembro de 2018 e do Diário Oficial da União de 20 de dezembro de 2018 e compreendem as seguintes situações, ora resumidas:

1) uma titular de função gratificada nomeada para interina da mesma função;
2) a mesma funcionária designada, também, cumulativamente, para assessoria jurídica na unidade de Fortaleza, Ceará, onde sequer há montada uma estrutura jurídica, pela empresa;
3) a autorização para que dois funcionários, com funções de confiança, realizem cursos na cidade do Porto, Portugal, sob expensas da empresa, incluindo diárias e demais despesas de viagem.

Processos sem transparência, que geram custos demasiados e injustificados para uma empresa pública, além de imorais e ilegítimos, podem ainda servir para atiçar a sanha privatista, para justificar demissões, achatamento salarial, outros cortes, com apoio inclusive de uma opinião pública conquistada para isso.

Precisamos no momento de uma Dataprev forte, valorizando sempre seu corpo funcional independente dos empregados em cargos privilegiados.

Continuamos aguardando o posicionamento da Dataprev.


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