Geap: Dataprev segue lavando as mãos. Em breve, talvez, com sangue de seus trabalhadores!

A diretoria da Dataprev segue sem se comprometer com o reajuste nefasto que vigorará no custeio, pelos empregados, do plano de saúde da Geap, a partir de agosto de 2019.

Muitos trabalhadores terão reajustes de mais de 60% de suas mensalidades, com incidência ainda de valores retroativos, o que inviabilizará, já no curto prazo, sua presença e a de seus familiares na Geap.

Diante do cenário aterrador, o que faz a Dataprev? A empresa simplesmente ignora os apelos, faz que não os ouve, adota uma postura que, para os incautos, pode parecer isenção – porém ela faz parte desse processo, o que torna a situação ainda mais preocupante. Temos que nos perguntar: o que quer a diretoria da Dataprev ao se fazer de Pilatos e deixar sem cobertura de saúde tantos trabalhadores?

Salientamos, para frisar o nível atual de irresponsabilidade dos gestores da empresa: senhores, a diferença de matar e deixar morrer por negligência é bem sutil e não cabe numa planilha!

E por que a Dataprev será corresponsável por tudo que pode vir a acontecer diante da perda súbita de cobertura médica de tantos trabalhadores? Simplesmente porque a empresa mantém congelada sua então já defasada participação per capita, no plano Geap, desde 2016.


A quem olha de fora pode parecer que a Dataprev tem a intenção de extinguir sua participação na saúde do trabalhador, isso desde que terceirizou o serviço médico, seguindo com o congelamento de sua participação “per capita”, o que vem causando ano a ano um aumento substancial do custo trabalhador em saúde.

O tal do estudo do reembolso que poderá ser utilizado em qualquer plano, está nos parecendo historinha, somente uma cortina de fumaça, pois o correto seria atualizar a tabela de participação e após isso buscar uma alternativa mais ampla, que retirasse os trabalhadores da mãos de um único plano de saúde.

Repetimos: uma participação, que já era menor do que a de tantas empresas de mesmo porte, que também custeiam a Geap, está há três anos congelada.

Nesse ínterim, surge um aumento expressivo e a empresa simplesmente cuida de repassá-lo a seus trabalhadores, sem envidar quaisquer esforços reais para minorar seus efeitos, solidarizar-se com seus empregados de modo efetivo e não com palavras vagas. Por sinal, até estas parecem escassas!


A diretoria da Aned, junto com as OLTs no Rio de Janeiro, solicitou uma reunião com a Diretoria de Pessoas para tratar do tema e a resposta obtida é um agendamento para o dia 1/8 – após os descontos; após consumada a tragédia pessoal de tantos trabalhadores! Não podemos aceitar a forma com que a atual gestão naturaliza uma situação que pode gerar a morte de pessoas.

É inaceitável!

Aned e demais representações zelarão até o fim para que os trabalhadores possam ter dignidade e não sejam tratados com a indiferença e negligência de agora!

Entregamos hoje (18/7) um abaixo-assinado representativo da preocupação que atinge tantos trabalhadores. E faremos essa luta, também, ouvindo o que a empresa tem a dizer.

Fala, Dataprev, queremos te ouvir! Queremos propostas, dos atuais gestores da Dataprev, para evitar o caos de nossa saúde coletiva, que pode adoecer e levar à morte dezenas de trabalhadores e seus familiares.

Esperamos da diretoria da Dataprev um mínimo, que seja, de empatia, envolvimento e responsabilidade diante das vidas que estão em jogo.


E estamos dispostos, sim, ao diálogo.

Dataprev: não lave suas mãos com o sangue de seus trabalhadores! Reverta essa situação, antes que o pior aconteça!


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