Campanha Salarial revela velhos problemas e demonstra urgência por mudanças

Não de hoje, cada campanha salarial da Dataprev termina com a categoria saindo com um sentimento de derrota ou, no mínimo, de muita insatisfação. Isto se dá por diferentes motivos. Este ano, a desculpa oficial dos condutores desse ônibus caindo aos pedaços passará pela “crise”. Nós da Aned também concordamos em pôr a culpa na “crise”, mas em outros termos: a crise atinge, necessariamente, nosso âmbito, como entidade. A “crise” é principalmente de representação!


Claro que nos incluímos nessa crise de representatividade. Nem sempre podemos, nem sempre conseguimos dar conta do quanto esperam de nós, como uma associação nacional de trabalhadores(as). Mas, também é justo lembrarmos como a Aned tem buscado pensar e agir num cenário em que já passou da hora de transformar o processo de negociação, de torná-lo mais plural e combativo, mais democrático e politicamente eficaz. Há muito não dá mais para sustentar e acatar a falsa hegemonia, essencialmente burocrática, da Fenadados e seus sindicatos filiados – cuja legalidade reconhecemos mas cuja legitimidade como centralizadores do processo de negociação questionamos faz bastante tempo.

Isto porque a categoria mudou, e com ela o movimento sindical. Isto porque também o país mudou, as demandas por uma outra ética de organização coletiva, mais horizontal, cresceram, principalmente depois dos movimentos de 2013. E mudaram, sobretudo depois da chegada do PT ao governo federal, os próprios estamentos sindical e governamental – muitos dos que eram sindicalistas e que exerceram um papel fundamental na fundação do sindicalismo de TI hoje, ou melhor, há muitos anos ocupam cargos de governo, em sua grande parte “gerindo” o que antes condenavam: demissões, sucateamento de setores da empresa, terceirizações, opressão, assédios contra trabalhadores, perda de direitos, ataques à livre organização sindical e por aí vai.

A ficha das mudanças não vai “cair”, porém, para os que se encastelam tanto no poder sindical quanto no estatal. Essa “ficha” só vai ser percebida quando a categoria se mover, de baixo para cima. Sendo assim, cessam aqui nossas lamentações e repúdio por uma Campanha Salarial que só podemos classificar como mesquinha, cínica, e que provou mais uma vez que precisamos mudar, e mudar muito.

Não podemos nos dar ao luxo de parar e chorar. O ano de 2015 se aproxima de seu final, mas o reflexo do insucesso do dissídio direcionado pela Fenadados permanecerá em 2016 convivendo com um cenário de mais arrocho, de mais demissões, mais ataques aos trabalhadores, possíveis dissídios e parcelamentos para os anos seguintes.

A Aned desde já convida todos os trabalhadores da Dataprev para refletirmos juntos sobre o momento e nos prepararmos para as “brigas” que já estão colocadas e para as que ainda virão, num cenário de forte ataque aos(às) trabalhadores(as), de um governo operado por um banqueiro e refém de suas questionáveis escolhas; de um Congresso de perfil altamente conservador; e até mesmo de uma parcela da sociedade que parece querer voltar no tempo e reavivar monstrengos como o sucateamento das empresas públicas, corte de direitos e conquistas e aumento da repressão contra quem luta.

Está ruim com as representações que temos? Tratemos de transformá-las! Se possível, operar “por dentro”, filiando-se aos sindicatos, participando dos processos eleitorais para troca de diretorias pelegas, das OLTs, associações, congressos, enfim, dos fóruns oficiais e alternativos da categoria. Se for preciso, que se criem outras representações! Como está, não dá! Não temos, de nossa parte, qualquer objeção a mudanças, mesmo as que porventura nos afetem. TODA FORMA DE LUTA DEVE SER RESPEITADA E INCENTIVADA. E que as diferenças possam somar para mudar o quadro de desolação que temos hoje.

Não podemos engolir calados essa pizza fria em que se transformou nosso reajuste – fatiado, entregue fora do prazo de validade, com a gordura do mau uso da nossa representatividade a fermentar em nosso juízo.

Vamos à luta, companheirada! 2016 já começou!!!

II Concurso de Fotografias da Aned

A Associação Nacional dos Empregados da Dataprev (Aned) tem como papel central o trabalho pela integração entre as associações estaduais de empregados, sendo a única entidade de representação a atuar, em nível nacional, com foco exclusivo nos empregados da Dataprev.Com o objetivo de fortalecer esta representatividade e de utilizá-la como uma ferramenta de integração entre os trabalhadores da Dataprev de todo o Brasil é que a gestão 2014-20106 da Aned promoverá o II Concurso de Fotografias da Aned – nível nacional.O II Concurso de Fotografias da Aned, surge como mais uma ação no calendário de atividades da entidade e como uma forma de revelar e confirmar talentos e divulgar o trabalho fotográfico dos empregados da Dataprev. As inscrições serão de 14 de setembro a 13 de novembro de 2015. A divulgação dos resultados ocorrerá no decorrer do mês de novembro de 2015. Poderão concorrer os empregados associados direta ou indiretamente à Aned, mediante o envio de até 03 (três) fotografias originais e inéditas, por categoria. As categorias em concurso são fotografias em preto e branco e fotografias em cores. O tema é livre. Confira o Regulamento completo.

Concurso de Fotografia 2015 - Regulamento

II Concurso de Fotografias da Aned - Resultado

Confira o resultado do II Concurso de Fotografias da Aned 2015.

 

VENCEDORES CATEGORIA FOTO PRETO E BRANCO


 

1º LUGAR
ANDRÉIA RODRIGUES DA SILVA - CEARÁ

AnedFoto PB1o

2º LUGAR
CLAUDIO NEI M NEVES - RIO DE JANEIRO

AnedFoto PB2o

3º LUGAR
RODRIGO BENINCÁ MACHADO - SANTA CATARINA

AnedFoto PB3o

 

 

 

 

VENCEDORES CATEGORIA FOTO COLORIDA


 

1º LUGAR
ANDRÉIA RODRIGUES DA SILVA - CEARÁ

AnedFoto Cor1o

2º LUGAR
SABRINA WENDERROSCHI DA SILVA - RIO DE JANEIRO

AnedFoto Cor2o

3º LUGAR
MARCIO DOS SANTOS OLIVEIRA - RIO DE JANEIRO

AnedFoto Cor3o

 

QUEM NÃO QUER LUTAR ATACA QUEM QUER!

Ao que parece, a Nota de Repúdio assinada pela Aned, alguns sindicatos e algumas OLTs pelo Brasil atingiu em cheio a Fenadados, embora não fosse dirigida àquela entidade nacional. Nenhuma palavra, no entanto, foi dada aos trabalhadores sobre o tema central da nota coletiva: como e por que, em meio a uma campanha, um sindicato – o maior da categoria, cuja importância estratégica é evidente e não se disfarça com burocratismo – defende e apresenta uma contraproposta que é, em números, idêntica à apresentada pelo patrão? Isto sendo uma resposta a uma primeira proposta. Se essa postura não representa uma defesa escamoteada do combalido governo petista e seu ajuste fiscal que não mexe com os mais ricos, o que mais representaria?

No mais, o documento encabeçado pela Fenadados é uma série de ataques a esmo, principalmente contra a Aned, cuja base diretora saneou, há anos, a entidade, que havia sido quase destruída por um dos atuais diretores suplente da própria Federação, e em cuja gestão na Aned se praticou assédio moral contra trabalhador, não pagamento de direitos trabalhistas e se deixou um rombo estimado em mais de 30 mil reais com operadoras de telefonia, em um contrato extremamente nocivo à administração da Aned. A atual presidente da Aned, Elizabeth Spingola, foi diretora financeira da gestão 2007-2010, que negociou as dívidas, inclusive aquelas judiciais, oriundas – repetimos – de desrespeitos aos direitos dos trabalhadores pela gestão de um senhor que até outro dia era um combativo militante, que bradava pelos cantos que “Todo homem tem seu preço”, em referência ao ex-presidente Lula. Este, no entanto, é só um dos casos de mudanças de postura. Infelizmente, o poder atrai e faz dessas coisas.

A diretoria da Aned participa da Campanha Salarial sim, sobretudo atuando pelas bases em que seus diretores são lotados, as mesmas bases que estão exaustas do poder centralizador da Federação, seu tom de guerra contra quem quer lutar e o papel conciliador que desempenha com o patrão. O desejo da Aned é que a Fenadados e seus sindicatos filiados, como o Sindpd-RJ, voltem a identificar contra quem devem lutar: o patronato, mesmo que do lado do patrão esteja um governo federal petista. Se isso acontecer, e, claro, mantida a necessidade de pluralidade de opiniões, não haverá divisão e sim muita união, mas na luta. União pelo burocratismo e pelo cabresto, realmente disso não tomaremos parte!

Em tempo: a presidente da Aned, Elizabeth Spingola, e a imensa maioria da diretoria da Aned não possui filiação partidária. Mais: a entidade não “vende” planos de saúde. A Aned fez contratos com corretoras de plano, atendendo a uma reivindicação antiga dos trabalhadores, quando a Geap perdeu qualidade de atendimento e viu diminuído seu princípio de solidariedade. A luta, no entanto, nunca foi contra a Geap, muito pelo contrário, ainda que a Fenadados, na marra ou no burocratismo, tenha tentado impedir, em diversas oportunidades e até no próprio ACT, a participação da Aned em fóruns de discussão sobre o plano Geap. A luta sempre foi pelo assistido, ou seja, o trabalhador. É com essa dimensão da luta que a Fenadados e alguns sindicatos, como o Sindpd-RJ, parecem não mais se identificar.

Por outro lado, se estivéssemos obtendo vantagens – “viajando” – às custas da venda do plano, para onde estaríamos indo?! Essa é a verdadeira piada de mau gosto! A ANED nunca obteve vantagem financeira da UNIMED, bem como nunca patrocinou viagem a nenhum membro de diretoria, a qualquer tempo, tendo apenas como papel a realização do Convênio estendendo aos seus associados nas AED´S a possibilidade de ingressar em outro plano de saúde que os atendessem em suas expectativas pessoais.

Nunca houve o patrocínio citado, mas se tivesse havido, qual o problema?

Quanto aos comunicados Aned, seu teor é discutido em diretoria, e cada comunicado só sai se houver aprovação de no mínimo 50% da diretoria. E isso numa entidade presidencialista, que em tese dispensaria essa prática de consulta.

Enfim, voltemos ao que interessa, e ao que Sindpd-RJ e Fenadados não respondem: vão voltar a lutar? Vão entender que seu papel é outro? Topam somar, na luta?

Nós da Aned estamos à disposição, sempre, para tocar essa luta, mesmo com uma estrutura mínima, como entidade, mas com algo que parece ter se perdido ao longo do caminho de algumas entidades: a noção de dignidade face ao papel delegado por um coletivo de trabalhadores.

Nada de índice! Mesa é adiada para dia 15...

Trabalhadores continuam a ver navios

A mesa de negociação prevista para o dia 7 foi adiada para 15 de julho, a pedido da própria Fenadados, que argumenta ser este um tempo necessário para finalização de um estudo do Dieese sobre os números do balanço financeiro da Dataprev. Embora reconheçamos o trabalho histórico, importantíssimo prestado pelo Dieese, há necessidade, por parte dos trabalhadores, em ter seus salários atualizados – de preferência com ganho real –, dado que a inflação corrói o nosso poder de compra. A Dataprev opera como manda o figurino: enrola, como sempre, para apresentar um índice. O que espera a empresa é nos ganhar pelo cansaço.

Não se justifica o adiamento! Ou será que a Fenadados acha que ficaremos com pena da empresa por causa do calote que o INSS está dando?
Não temos culpa da incompetência dos administradores da Empresa, que não fez um caixa nos tempos de “vacas gordas”.
O Governo Federal, através do INSS está confundindo economia com calote
Não podemos nos conformar em pagar a conta sozinhos. Vamos nos mobilizar!

Não custa lembrar que esse atraso nas negociações, e que esse esforço de nos ganhar pelo cansaço muitas vezes serve é de combustível para a classe trabalhadora. O fato de não termos tido, nas últimas negociações, fortes movimentos paredistas é um falso sinal, para quem está encastelado seja no poder das empresas ou no de sindicatos acomodados. Grandes greves, como a de 2009, também aconteceram em cenários em que o poderio estabelecido não dava nada pelo movimento dos trabalhadores.

O que queremos dizer é que esse adiamento tem que ser usado, por nós trabalhadores, para alavancarmos nossa luta! Que a mesa do dia 15 aconteça com a categoria mobilizada. E que a Dataprev pare de nos tratar com negligência e de fazer o jogo de um governo que cumpre tabela, e em favor do grande capital, com um ajuste fiscal que só pega no pescoço dos trabalhadores.

No dia 15 nosso movimento vai ser maior!

Nova Tabela da UNIMED

Publicada a tabela da UNIMED na seção de convênios.

Reestruturação, onde nos levará?

Com um novo clima de incertezas pairando no ar, e não sem uma certa dificuldade, a diretoria da Aned e membros da OLT da Alvaro Rodrigues conseguiram se reunir no dia 05 de maio, terça-feira última, com a Diretora de Pessoas, Janice Brutto, e o Coordenador Geral de Relações do Trabalho e Responsabilidade Socioambiental, Sérgio Basile, e finalmente obter algumas respostas acerca dos graves rumores que vêm assombrando a categoria dos trabalhadores, em especial dos técnicos lotados nas Divisões de Atendimento dos Estados.

Nesta conversa, bastante cordial por sinal, em que pese o discurso oficial ter sido no sentido de que os trabalhadores não devem se preocupar, foi mencionada por diversas vezes a palavra que nunca parece sair da ordem do dia: REESTRUTURAÇÃO.

Na reunião, a Direção da Dataprev afirmou que os técnicos responsáveis pelo atendimento ao cliente continuam executando as atividades de suporte local, com ênfase no suporte remoto e nos atendimentos presenciais da capital, porém esses técnicos teriam que se adequar a nova realidade em razão das reestruturações que vêm ocorrendo no âmbito da empresa.

Ocorre que algumas regionais que não possuem Unidades de Desenvolvimento se encontram, nos dias de hoje com déficit de trabalho, uma vez que não mais está sendo autorizado o suporte local no cliente. Quem passará a realizar essas atividades? Que atividades serão assumidas por esses técnicos? Como ficarão essas regionais após a reestruturação em andamento?

Volta e meia esse fantasma da reestruturação ressurge, e não estamos nos declarando contrários a que uma empresa de tecnologia da informação reorganize sua estrutura, de tempos em tempos, para se adequar às mudanças inerentes ao seu campo de atuação. O problema é que historicamente essas mudanças são usadas nas organizações para maquear políticas não assumidas de demissão em massa, redução ou substituição de vagas. Ou mesmo para criar um ambiente de medo, e tentar assim paralisar as lutas ou enfraquecer o movimento dos trabalhadores.

Por seu turno, nossa preocupação com a situação dos trabalhadores ficou mais acentuada quando ouvimos da Direção que o último PDI não atingiu sua meta de adesões. O que isso quer dizer?

Devemos lembrar que, por mais que seja negado oficialmente pela Dataprev, as terceirizações vêm ocorrendo sistematicamente, muitas vezes por meio de iniciativas disfarçadas, como a contratação de serviços “especializados”, consultorias, desenvolvimento de produtos, treinamentos, muitos dos quais poderiam ser realizados pelos próprios profissionais da empresa.

Acresce-se ainda o clima de séria instabilidade política no país, com a grande probabilidade de serem aprovadas leis que prejudicam sobremaneira os trabalhadores, umas por iniciativa do próprio partido dito dos trabalhadores (PT), como as do ajuste fiscal, além do projeto de lei (PL) n. 4.330, que amplia em uma escala inimaginável a prática já nefasta da terceirização, retirando direitos dos trabalhadores conquistados a duras penas.

Dado o cenário, fica evidente a necessidade de dialogarmos com a Dataprev de modo a esclarecer o real significado e a amplitude dos seus processos de reestruturação e de terceirização de mão de obra, e impedirmos que a empresa se utilize desses processos para pôr em prática algum plano oculto de demissão ou como ameaça ante futuras mobilizações por melhoria salarial, dado que nos encontramos em plena data-base.

Mãos à obra, companheirada!

 


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